AGRICULTURA DIGITAL

Agricultura de precisão e Agricultura digital: Entenda as principais diferenças

A agricultura pela qual conhecemos é um setor que passou por muitas transformações ao longo dos anos. Desde sempre o uso da tecnologia na cadeia de produção do agro foi um dos motores do desenvolvimento, tanto que hoje vivemos a era da agricultura digital.

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Fonte: Case IH

A agricultura digital surgiu em meados dos anos 2000, representando uma expressão que pode ser definida como o uso de processamento e avaliação de uma grande quantidade de dados gerados no campo. Mas, apesar dos muitos benefícios da agricultura de precisão e da agricultura digital, muitas pessoas ainda confundem essas duas expressões. 

Elas são usadas de maneira conjunta em muitas propriedades rurais, porém não se tratam da mesma coisa, sendo necessário entender o papel de cada uma e seus benefícios para os sistemas de produção agrícola.

 

Agricultura de precisão: Entendeu-se que a lavoura não é homogênea

As constantes transformações sofridas pela agricultura nos últimos tempos estão tornando a atividade cada vez mais competitiva. E, dentre as muitas transformações, a agricultura de precisão tem grande representatividade. Ela chegou para substituir a agricultura convencional, utilizada por décadas nas lavouras brasileiras.

No modelo convencional de conduzir a agricultura, os campos de plantio e as lavouras sempre eram considerados homogêneos. A agricultura de precisão mostrou que, por meio de tecnologias, dados e informações, é possível analisar as particularidades de cada área, mostrando a heterogeneidade da área e ajudando a gerar melhores resultados para a lavoura.

Para Gerson Filippini, gerente de Marketing de Produto de Agricultura Digital AFS da Case IH, a agricultura de precisão engloba tecnologias que, de uma forma localizada, permitem realizar aplicações de forma econômica e sustentável.

A agricultura de precisão surgiu para ajudar o agricultor a aplicar apenas o que é necessário, sempre de forma localizada. Ou seja, as tecnologias de agricultura de precisão (AP) dirão se devemos aplicar determinado produto em maior ou menor quantidade em uma área específica”.

O especialista da Case IH lembra que antes da agricultura de precisão, agricultores e agrônomos realizavam um estudo homogêneo da área e a partir daí faziam a aplicação baseada em uma média. Já com a chegada do novo conceito, o estudo passou a ser localizado e com isso, a aplicação do produto passou a ocorrer de acordo com a necessidade do local.

Com a agricultura de precisão conseguimos potencializar os ganhos daquele talhão ou daquela porção específica da fazenda e, no final das contas será possível gerar maior rentabilidade”, diz.

Em geral, a agricultura de precisão compõe um sistema de gerenciamento agrícola que consegue identificar a variabilidade espacial da lavoura, trazendo maior retorno econômico, com consequente redução do impacto ambiental. 

Agricultura digital: grande número de dados e informações

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A agricultura digital é representada por um grande volume de dados e informações na palma da mão. Fonte: Case IH

No campo, a agricultura digital ou simplesmente agricultura 4.0 representa um avanço natural da agricultura de precisão, complementando-a por meio de um amplo número de informações e dados gerados e analisados.

Dessa forma, por meio das inovações tecnológicas, a agricultura está naturalmente migrando para a digitalização de todas suas atividades, mas sem deixar de lado as ferramentas da agricultura de precisão, como salienta Gerson Filippini. 

A agricultura digital nada mais é do que continuar utilizando as ferramentas de agricultura de precisão, mas de forma que um grande volume de dados seja gravado e digitalmente permita transformar em decisões mais assertivas”.

O especialista da Case IH explica que as decisões são baseadas em três momentos. Inicialmente, os dados ajudam a entender o que já aconteceu na área. Em seguida, ajudam a identificar quais são as medidas a serem tomadas em cima do que já aconteceu.

Já o terceiro momento, faz uso da digitalização propriamente dita. “A agricultura digital auxilia na criação de processos que ajudam o produtor a tomar decisões na hora em que ele está trabalhando e não depois ou na próxima safra, como ocorre com a agricultura de precisão”, cita Gerson Filippini.   

Em resumo, a agricultura digital contribui para maior integração entre os dados gerados pelo agronegócio, ajudando produtores rurais através de muitas tecnologias de análise de dados, sensoriamento remoto, inteligência artificial, machine learning e big data que promovem o aumento da produtividade. 

Este é o caso de todo o aporte de inovação que a Case IH está implantando na cidade de Água Boa (MT) no projeto da Fazenda Conectada, como você pode ver no vídeo abaixo.

 

Smart Farming: União entre a agricultura digital e agricultura de precisão

Como vimos até aqui, a “Agricultura Digital” faz referência ao uso intensivo de muitas tecnologias e inovações, sempre com o objetivo de obter uma grande variedade de dados, dando respaldo para a tomada de decisão.

No entanto, a agricultura está em constante evolução, assim a revolução digital do agro já prospecta passos ainda maiores, principalmente pela integração e comunicação, sempre em tempo real, de equipamentos, sensores e demais ferramentas utilizadas tanto na AP quanto na AD.

Dessa forma, a união entre a agricultura de precisão e a agricultura digital está promovendo o que vem sendo chamado de agricultura inteligente, também conhecida pelo termo smart farming, que, embora recente, já contempla diversas soluções e aplicabilidades. 

Abaixo são apresentadas algumas dessas inovações e tecnologias inteligentes atualmente utilizadas no ambiente agro:

 

Aplicativos, softwares e hardwares

Desde que surgiu no ambiente do agronegócio, diversas foram as soluções já desenvolvidas dentro da vertente da agricultura digital. Hoje em dia, por meio de aplicativos, softwares e hardwares, o agricultor pode armazenar, acessar e manipular informações relevantes para sua gestão, facilitando a tomada de decisão sobre o que ele deve fazer nas lavouras.

Além disso, através da conectividade na fazenda, é possível fazer uso de ferramentas para as mais variadas necessidades, que vão desde acessar um portal para acompanhar notícias a soluções robustas e complexas que prometem conectar, até fazer a gestão de propriedades inteiras, tudo pela palma da mão. 

Outros avanços com esse objetivo também vêm ganhando espaço no campo. Este é o caso das ferramentas de gestão de propriedades, que permitem ao agricultor maior segurança nas suas decisões. O aplicativo AFS Connect, desenvolvido pela Case IH, é um exemplo claro disso. Ele tem a função de controlar (por meio de dados) a fazenda o tempo todo, de qualquer lugar e sempre em tempo real.

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AFS Connect Center – Dados gerados resultando na melhor informação. Fonte: Case IH

Coleta e análise de dados

Os softwares de gestão anteriormente citados (como o AFS Connect) também fazem parte do universo da Big Data — representado por uma grande base de dados — e isso está elevando a agricultura digital a outro patamar de produtividade. 

A proposta por trás da tecnologia de big data é coletar, armazenar e analisar as mais variadas informações coletadas no campo (como condições climáticas, umidade do solo, época de plantio e colheita, aplicações de defensivos, etc.). Ao interpretar esses dados, o produtor será digitalmente auxiliado em suas tomadas de decisão, o que acaba tornando a agricultura algo bem mais preciso.

Internet das coisas

Hoje já existem centenas de novos sensores ligados à internet para coleta de informações do campo. A integração e todas as informações que essas “coisas” estão gerando pode ser considerado como o próximo avanço da agricultura digital, rumando para uma nova era que talvez chamaremos de agricultura inteligente. A Internet das coisas — ou Internet of things (IoT) em inglês — é baseada na interconexão digital entre objetos do dia a dia, sempre por meio da conectividade.

Veja um exemplo: a integração da IoT se faz presente nas tecnologias da Case IH, como por exemplo, no caso das máquinas terem informações climáticas em tempo real para decidirem se aquele é o melhor momento para realizar uma aplicação de pulverização.

Essa integração direta entre o mundo físico e os sistemas baseados em computador darão maior autonomia para o gestor da propriedade, permitindo, por exemplo, que a máquina tome decisões em tempo real sobre iniciar determinado trabalho, ou não.

Dessa forma, não importa muito se o agricultor utiliza agricultura de precisão ou agricultura digital na sua lavoura, o importante é ele promover a inovação em prol de uma maior gestão da sua fazenda, visando produtividade, lucratividade e sustentabilidade do sistema produtivo.

Continue no blog da Fazenda Conectada e tenha muito mais notícias sobre os avanços em agricultura de precisão e agricultura digital

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